Como a acetona afecta a integridade das luvas no laboratório
A acetona permeia as luvas de nitrilo sem qualquer aviso visível.Saiba como acontece, porque é que os laboratórios não o fazem e cinco passos para proteger a sua equipa de laboratório.
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As infecções do sítio cirúrgico (ISC) são um problema pós-operatório evitável que coloca os doentes em maior risco de atraso na cicatrização da ferida, complicações e mesmo mortalidade.1 As organizações hospitalares mundiais implementaram protocolos para reduzir as ISC, incluindo a profilaxia antibiótica e a mudança de rotina das luvas para o encerramento da ferida.1
Quando um profissional de saúde observa uma perfuração, a prática recomendada é remover e substituir imediatamente um par de luvas cirúrgicas.No entanto, as perfurações podem facilmente passar despercebidas.Isto pode resultar numa potencial contaminação da ferida cirúrgica, bem como do profissional de saúde.Além disso, as taxas de falha das luvas dependem da duração do uso, o que contribui para o aumento da perfuração e do alongamento das luvas.Um estudo efectuado por Osodin 2022, relatou diferenças estatísticas nas taxas de perfuração quando as luvas são usadas durante mais de 60 minutos.2 Existem recomendações de mudança de luvas semelhantes noutros organismos de pico cirúrgico.À semelhança das recomendações globais, a Associação de Enfermeiros Registados Perioperatórios (AORN) recomenda a mudança de luvas a cada 60 a 150 minutos.3 No entanto, esta prática não é um padrão de cuidados ao doente e depende frequentemente do profissional de saúde e das políticas e procedimentos da organização.
Embora a investigação baseada em provas apoie o uso de luvas duplas, é necessário educar os profissionais de saúde para promover as melhores práticas no uso de luvas cirúrgicas, de modo a influenciar os resultados.A redução das perfurações das luvas com mudanças atempadas das luvas para manter a assepsia e ajudar a minimizar as ISC pode desempenhar um papel significativo na melhoria da segurança do pessoal e dos doentes.
REFERÊNCIAS:
1.Wolfhagen N, de Jonge S. Practice of changing gloves and its effect on surgical-site infections (Prática de mudança de luvas e o seu efeito nas infecções do local de cirurgia).Br J Surg.2023;110(5):531-532.
2.Osodin TE, Akadiri OA, Akinmoladun VI.Avaliação da perfuração de luvas cirúrgicas e de ferimentos provocados por material cortante em cirurgia oral e maxilofacial.J West Afr Coll Surg.2022;12(4):1-5.
3.Associação de Enfermeiros Registados Perioperatórios.(AORN).Diretrizes para a técnica de esterilização.Em: Diretrizes para a prática perioperatória.Denver, CO: AORN, Inc;2024.