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O IMPACTO DAS PRÁTICAS COM LUVAS NA INFECÇÃO DO SÍTIO CIRÚRGICO

Silvana Harding
Silvana Harding, RN
Professional Certificate in Allergy Nursing UniSA,
Foundations of Infection Prevention and Control ACIPC
Clinical Manager, Australia & New Zealand
Professional Education and Clinical Affairs

As infecções de sítio cirúrgico (ISCs) são um problema pós-operatório evitável que coloca os pacientes em maior risco de atraso na cicatrização da ferida, complicações e até mesmo mortalidade.1 As organizações hospitalares globais implementaram protocolos para reduzir as ISCs, incluindo profilaxia antibiótica e troca rotineira de luvas para o fechamento da ferida.1

Quando um profissional de saúde observa uma perfuração, a prática recomendada é remover e substituir imediatamente o par de luvas cirúrgicas.No entanto, as perfurações podem facilmente passar despercebidas.Isso pode resultar em possível contaminação da ferida cirúrgica e do profissional de saúde.Além disso, as taxas de falha das luvas dependem da duração do uso, o que contribui para aumentar a perfuração e o alongamento das luvas.Um estudo realizado por Osodin 2022 relatou diferenças estatísticas nas taxas de perfuração quando as luvas são usadas por mais de 60 minutos.2 Há recomendações semelhantes para a troca de luvas com outros organismos de pico cirúrgico.Semelhante às recomendações globais, a Associação de Enfermeiros Registrados Perioperatórios (AORN) recomenda a troca de luvas a cada 60 a 150 minutos.3 No entanto, essa prática não é um padrão de atendimento ao paciente e geralmente depende do profissional de saúde e das políticas e procedimentos da organização.

Embora a pesquisa baseada em evidências apoie o uso de luvas duplas, é necessário educar os profissionais de saúde (HCWs) para promover as práticas recomendadas de uso de luvas cirúrgicas, a fim de impactar os resultados.A redução de perfurações nas luvas com trocas oportunas de luvas para manter a assepsia e ajudar a minimizar as ISCs pode desempenhar um papel significativo na melhoria da segurança da equipe e do paciente.


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Resumo clínico:Troca de luvas e instrumentos estéreis de rotina

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REFERÊNCIAS:
1.Wolfhagen N, de Jonge S. Prática de troca de luvas e seu efeito sobre infecções no local da cirurgia.Br J Surg.2023;110(5):531-532.
2.Osodin TE, Akadiri OA, Akinmoladun VI.Avaliação de perfuração de luvas cirúrgicas e lesões por objetos cortantes em cirurgia oral e maxilofacial.J West Afr Coll Surg.2022;12(4):1-5.
3.Association of PeriOperative Registered Nurses (Associação de Enfermeiros Registrados Perioperatórios).(AORN).Diretriz para técnica estéril.Em: Diretrizes para a prática perioperatória.Denver, CO: AORN, Inc;2024.